___Lembrei de algo em que estive pensando esses dias.
___Porque nossos jovenzinhos se sentem tão sozinhos? Conheço duas criaturas na faixa dos 15, 16 anos, que vivem adubados por músicas melancólicas, textos melancólicos, filmes cult e uma dor tremenda vinda ninguém sabe de onde (inclusive e PRINCIPALMENTE eles mesmos). Tipo, eu já passei por essa fase também, conheço muita gente que passou e muita gente que não sei, só posso supor. Tem até gente que nunca superou! Só queria saber se existe explicação.
___Esse papo de "é coisa da idade..." vem de onde? São os hormônios? As companhias? As sinapses nervosas bugando, entrando em curto ou coisa parecida?
___Basicamente os sintomas são os mesmos: um vazio tremendo, uma angústia, uma vontade de extravasar que nunca é satisfeita. O único consolo é saber que existe alguém que sofre tanto quanto você ou mais (só que desse mesmo mal, porque de outro não conta). Consolo?! Não, não serve. É dor e pronto, não passa, não importa o que digam. Às vezes até passa, a pessoa se sente feliz sem saber o motivo, mas depois volta tudo ao "normal" (claro, porque felicidade, nesse caso, não é normal; é algo inalcançável).
___Na minha época, me aliviava fazer arte. É! Minha parede até hoje é coberta por desenhos, colagens, pinturas, textos e objetos. Era o que me aliviava. Hoje, já não faz mais sentido continuar a construir aquela parede. Não faz mais sentido nem tê-la por lá! Ela só está porque a preguiça ainda não me deixou despedaçá-la (e eu também não tenho certeza se quero destruir algo que fez/faz parte de mim - ainda não tenho nem certeza sobre isso - assim como fiz com tantos diários.)
___Sei lá... Olhar para essas coisas não me dá a mesma sensação de antigamente. Não me vejo mais ali. Não sou eu quem está naquelas paredes, folhas, cadernos e fita adesiva. Não mais.
___Bem, talvez seja até essa a razão de tanta tristeza: pela primeira vez na vida você se dá conta de que não SE conhece, não sabe mais quem você é (ou quem achava que era). E o pior, você não se vê em ninguém e em nada. Você é completamente sozinho no mundo e nada te traduz.
___O vazio, é, talvez, pela falta que o seu eu te faz por ter te deixado. A angústia, é por não saber pra onde ele foi, se e quando volta. Quanto a extravasar (o que nunca se consegue), outras pessoas conseguiram e, com isso, você acaba descobrindo que alguém te traduz. Que alguém conseguiu colocar pra fora o que você sente mas não sabe explicar. Mas isso não te torna feliz. Aliviado, talvez, mas ainda não feliz.
___Quer saber de uma coisa?! APROVEITA. Só não se mate, por favor. Mas, tá na fossa? Mergulha de cabeça! No fundo do poço? Chora mais pra ajudar a se afogar. Aí, quando você não estiver mais aguentando, olha pra tráz que lá sempre tem uma escada, uma pá... ou um arame enferrujado, chiclete mascado e papel higiênico (dá-lhe Hightlander! \o/).
___Você supera, acredite. O mundo não é tão ruim quanto parece. Ou talvez até seja, você só passa a aceitar o fato de que você sozinho não pode mudar muita coisa além do que está ao seu redor. O que já é um bom começo, imagina se cada uma das 6.470.818.671 pessoas que habitam esse nosso quadradão mudasse o que está errado no seu próprio quadrado!?
___Porque nossos jovenzinhos se sentem tão sozinhos? Conheço duas criaturas na faixa dos 15, 16 anos, que vivem adubados por músicas melancólicas, textos melancólicos, filmes cult e uma dor tremenda vinda ninguém sabe de onde (inclusive e PRINCIPALMENTE eles mesmos). Tipo, eu já passei por essa fase também, conheço muita gente que passou e muita gente que não sei, só posso supor. Tem até gente que nunca superou! Só queria saber se existe explicação.
___Esse papo de "é coisa da idade..." vem de onde? São os hormônios? As companhias? As sinapses nervosas bugando, entrando em curto ou coisa parecida?
___Basicamente os sintomas são os mesmos: um vazio tremendo, uma angústia, uma vontade de extravasar que nunca é satisfeita. O único consolo é saber que existe alguém que sofre tanto quanto você ou mais (só que desse mesmo mal, porque de outro não conta). Consolo?! Não, não serve. É dor e pronto, não passa, não importa o que digam. Às vezes até passa, a pessoa se sente feliz sem saber o motivo, mas depois volta tudo ao "normal" (claro, porque felicidade, nesse caso, não é normal; é algo inalcançável).
___Na minha época, me aliviava fazer arte. É! Minha parede até hoje é coberta por desenhos, colagens, pinturas, textos e objetos. Era o que me aliviava. Hoje, já não faz mais sentido continuar a construir aquela parede. Não faz mais sentido nem tê-la por lá! Ela só está porque a preguiça ainda não me deixou despedaçá-la (e eu também não tenho certeza se quero destruir algo que fez/faz parte de mim - ainda não tenho nem certeza sobre isso - assim como fiz com tantos diários.)
___Sei lá... Olhar para essas coisas não me dá a mesma sensação de antigamente. Não me vejo mais ali. Não sou eu quem está naquelas paredes, folhas, cadernos e fita adesiva. Não mais.
___Bem, talvez seja até essa a razão de tanta tristeza: pela primeira vez na vida você se dá conta de que não SE conhece, não sabe mais quem você é (ou quem achava que era). E o pior, você não se vê em ninguém e em nada. Você é completamente sozinho no mundo e nada te traduz.
___O vazio, é, talvez, pela falta que o seu eu te faz por ter te deixado. A angústia, é por não saber pra onde ele foi, se e quando volta. Quanto a extravasar (o que nunca se consegue), outras pessoas conseguiram e, com isso, você acaba descobrindo que alguém te traduz. Que alguém conseguiu colocar pra fora o que você sente mas não sabe explicar. Mas isso não te torna feliz. Aliviado, talvez, mas ainda não feliz.
___Quer saber de uma coisa?! APROVEITA. Só não se mate, por favor. Mas, tá na fossa? Mergulha de cabeça! No fundo do poço? Chora mais pra ajudar a se afogar. Aí, quando você não estiver mais aguentando, olha pra tráz que lá sempre tem uma escada, uma pá... ou um arame enferrujado, chiclete mascado e papel higiênico (dá-lhe Hightlander! \o/).
___Você supera, acredite. O mundo não é tão ruim quanto parece. Ou talvez até seja, você só passa a aceitar o fato de que você sozinho não pode mudar muita coisa além do que está ao seu redor. O que já é um bom começo, imagina se cada uma das 6.470.818.671 pessoas que habitam esse nosso quadradão mudasse o que está errado no seu próprio quadrado!?
(Maryana Santana)

Oxi...você já escreve muito bem. Claro, que é sempre bom melhorar, mas eu não me considero parâmetro para ninguém. Mas de qualquer forma, obrigada pela delicadeza.
ResponderExcluirE quanto a postagem:
"Você supera, acredite". Eu acredito. Porque a vida está ai para me provar que ela é muito breve e as vezes, muito ruim. Mas nem tudo é apenas bom ou mau. A gente tem que tirar o essencial. E disso aprender a viver.
Beijo.
Disse tudo, de novo. rs
ResponderExcluirAí, Mary, acabei lembrando da época na qual eu fazia arte com a parede, de quando eu era emo (=P), das minhas neuras e doidices da pré-durante-pós adolescência!
ResponderExcluirÉ engraçado pensar sobre isso e perceber que consegui sair ilesa de todas as crises existenciais da época. \o/
Bate, Nanda! _ô/
ResponderExcluirrs