Ficou difícil. Tudo aquilo, nada disso.
Sobrou meu velho vício de sonhar.
Pular de precipício em precipício, Ossos do ofício.
Pagar pra ver o invisível E depois enxergar
Que é uma pena, Mas você não vale a pena.
Não vale uma fisgada dessa dor,
Não cabe como rima de um poema De tão pequeno.
Mas vai e vem e envenena, E me condena ao rancor.
De repente, cai o nível E eu me sinto uma imbecil, Repetindo, repetindo, repetindo...
Como num disco riscado, O velho texto batido
Dos amantes mal-amados, Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada, Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida.
E é pra não ter recaída, Que não me deixo esquecer
Que é uma pena, Mas você não vale a pena...
(J. E P. Garfunkel)

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